Investimento de R$ 300 rendeu US$ 342 milhões.
Cada integrante do grupo investiu inicialmente a quantia de R$ 100 para a conta de celular e hospedagem do site, que foi lançado em 1999 com 35 lojas cadastradas e 30 mil produtos disponíveis para pesquisa. A princípio, os estudantes tiveram dificuldades com a aceitação do programa por lojistas. “Chegamos a ouvir muitos nãos porque na época as lojas tinham receio de ver os preços de seus produtos disponíveis na rede”, lembra Romero Rodrigues, 32 anos, presidente da empresa. Mas o sucesso do serviço foi tamanho que, em novembro de 1999, o Buscapé recebeu o primeiro aporte de um grupo de empresários brasileiros (US$ 150 mil) e, em junho de 2000, conseguiu o primeiro investimento internacional — US$ 3 milhões — dos bancos da Merrill Lynch e Unibanco.
O modelo mostrou-se promissor e os investimentos não pararam. Em 2004, já eram quase 6 milhões de visitantes únicos no país que acessavam um total de 3,5 mil lojas e mais de 5 milhões de produtos cadastrados. A expansão de serviços fortaleceu o grupo. Hoje, o modelo está presente em 28 países. Em 2005, com a entrada da Great Hill Partners como sócia, houve a fusão com o Bondfaro, que contribuiu para o fortalecimento frente aos concorrentes e atuação na América Latina. Mesmo com a venda de 91% das ações, os fundadores do Buscapé continuam no comando. O desafio agora é internacionalizar o negócio e integrar as nove marcas que adquiriram.
Vendo que dava certo, passou a expor as mercadorias em feiras de roupas e acessórios no DF. Foi juntando dinheiro e conseguiu abrir uma loja na Asa Norte, no início de 2009, quando usou os conhecimentos do curso de administração, do qual desistiu no sexto semestre. Os dois primeiros meses foram difíceis, com pouca procura. Thaíza quase fechou as portas. Até que, em março, veio a ideia que transformou a vida da jovem empresária: estabelecer o preço único de R$ 49,90 para todos os produtos. O noivo ajudou a criar o site da loja e o fluxo aumentou consideravelmente. “O diferencial é a qualidade aliada ao preço”, diz.
Em agosto do ano passado, abriu outra loja, em Luziânia, com os mesmos moldes. Lá, a mãe dá uma força no atendimento. “Hoje, o negócio me dá um retorno muito bom, que eu não conseguiria na minha área (pedagogia)”, destaca Thaíza, que vive sem ajuda financeira dos pais. Em um ano, o faturamento cresceu 16 vezes. Passou de R$ 5 mil para R$ 80 mil. Agora, ela já aluga a terceira loja e pretende, em breve, ampliar para outros estados. A estudante confessa que, no início, os pais não acreditavam no sucesso do negócio e hoje em dia estão surpresos com os resultados.








